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12/09/2008

CRESCIMENTO - Aceleração brasileira vai na contramão da maior parte da economia mundial

Levantamento com as 20 maiores economias globais mostra que, além do Brasil, dois países tiveram uma expansão no segundo trimestre superior à registrada nos três primeiros meses do ano

Somente Brasil, México e Indonésia cresceram mais no segundo trimestre que no período de janeiro a março -sempre fazendo a comparação com o mesmo período de 2007.

Os dados de abril a junho também mostram uma reversão do que vinha acontecendo nos últimos anos, com os grandes países emergentes (como China e Índia) apresentando crescimentos cada vez maiores, enquanto o Brasil tinha avanços mais modestos. Em 2007, por exemplo, a China se expandiu em 11,4%, seis pontos percentuais mais que o Brasil.

Com a desaceleração dos Brics (grupo que também conta com Índia, Rússia e Índia), a expansão brasileira ficou mais próxima da dos rivais, apesar de ainda ser a menor. No caso da Rússia, a diferença para o avanço brasileiro agora é de 1,4 ponto percentual (7,5%, ante 6,1%) -no primeiro trimestre, a vantagem russa era quase o dobro da atual, de 2,6 pontos percentuais.

A China teve um leve recuo na expansão do PIB: de 10,6%, no primeiro trimestre, para 10,4% de abril a junho. Já a Índia, que tinha avançado 8,8% nos três primeiros meses deste ano, cresceu 7,9% no segundo trimestre, que foi a menor expansão em quase quatro anos.

Mesmo levando em conta mercados emergentes e com economias que não estão entre as 20 maiores do mundo, cenário parecido ao brasileiro -com aceleração entre o primeiro e o segundo trimestres- vai ocorrer praticamente só na América do Sul, em países como Venezuela, Chile e Peru.

No entanto, o crescimento brasileiro não será suficiente para garantir ao país a liderança dos países que mais se expandiram no continente. O PIB peruano teve alta de 10,9%, e o venezuelano se recuperou e cresceu 7,1% -2,2 pontos percentuais mais que no primeiro trimestre.

O segundo trimestre deste ano foi marcado pelo forte recuo das economias do Japão e da zona do euro. O PIB dos dois se contraiu no segundo trimestre em relação aos três meses anteriores, mas ficou positivo na comparação com o mesmo período de 2007. Os EUA cresceram 2,2% de abril a junho, 0,3 ponto percentual menos que no primeiro trimestre.

Fonte: Folha de São Paulo (11/9/2008



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