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02/04/2019

Recuperação da Taxa Siscomex após Renúncia da PGFN

Autor(a): JOÃO VICTOR GUEDES SANTOS

Atua em consultoria fiscal e empresarial, com enfoque em planejamento tributário nacional e internacional, estruturas societárias, planejamento patrimonial e sucessório, e tributação nos mercados financeiro e de capitais. Membro e professor do Instituto Brasileiro de Direito Tributário (IBDT). Possui experiência como foreign associate no Grant, Herrmann, Schwartz & Klinger LLP, em Nova York (2014-2015), e no Uría Menéndez, em Madri (2012). Sócio do L.O. Baptista Advogados

Recuperação da Taxa Siscomex após Renúncia da PGFN

Data de publicação:02/04/2019

O ano de 2019 começou prometendo alívio fiscal no comércio exterior. A discussão iniciada em 2011 em torno da constitucionalidade do aumento em 500% da taxa Siscomex caminha a passos largos para um desfecho definitivo a favor das empresas.

Instituída em 1998, a Taxa de Utilização do Sistema Integrado de Comércio Exterior, ou simplesmente taxa Siscomex, é devida por todos que praticam operações de importação. A taxa é exigida no registro da Declaração de Importação (DI). Originalmente, seu valor base era de R$ 30,00, mais R$ 10,00 por cada adição de mercadorias à DI. Em 2011, a taxa Siscomex foi significativa (e injustificadamente) majorada. Seu valor base passou a R$ 185,00, com a cobrança de R$ 29,50 no caso de mercadorias adicionadas. Para empresas genuinamente importadoras, o aumento aproximado de 500% majorou sobremaneira os custos anuais para a nacionalização de mercadorias estrangeiras.

Ultrapassando em muito a inflação do período, o referido aumento é manifestamente desproporcional. A Lei nº 9.716/1998 exige que os reajustes da taxa Siscomex estejam devidamente lastreados no aumento dos custos da prestação estatal, o que não foi demonstrado. Mais que isso, o meio utilizado para o aumento de 500% foi de todo inapropriado: abdicou-se do princípio da legalidade em matéria tributária e utilizou-se de mera portaria para a nova exigência (Portaria MF nº 257/2011). A Constituição Federal é absolutamente clara em que qualquer aumento de tributo apenas pode ser imposto por lei.

A discussão sobre a constitucionalidade da majoração da taxa Siscomex vem sendo árdua. Depois de longo período em que apenas existiam precedentes de 1ª instância e de tribunais regionais - em sua maioria desfavoráveis -, em meados de 2018, a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela inconstitucionalidade do exorbitante aumento introduzido mediante portaria. Outras decisões no mesmo sentido tornaram-se comuns, seja no próprio STF, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou nas instâncias inferiores.

Diante desse cenário, mesmo não havendo súmula ou decisão em caso com repercussão geral reconhecida, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) acertadamente manifestou, por meio da Nota nº 73/2018, a renúncia ao seu direito de seguir discutindo a matéria, colocando-a na lista de dispensa de contestação e recursos. Em outras palavras, no final do ano passado, a PGFN autorizou seus procuradores a não se oporem ao direito das empresas em litígios sobre o tema.

Fonte:https://www.aduaneiras.com.br/



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