05/11/2008 Os terminais portuários brasileiros estão superlotados por conta da crise financeira mundial. Com a desvalorização do real, alguns embarcadores preferm pagar um pouco mais na armazenagem a nacionalizar a carga com o dólar oscilante.
“Os importadores estão preocupados com o câmbio, o problema é que não existe uma tendência”, afirmou ontem ao Guia Marítimo a presidente da Abtra (Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados), Agnes Barbeito.
“O nível de ocupação ótimo seria entre 15% a 20% menos do que o total da capacidade estática do terminal. Mas na situação atual, os terminais estão overloaded”, avaliou a executiva, sem apostar num índice, pois aumenta a cada dia.
A conseqüência é que com a diminuição da capacidade dos terminais, os contêineres estão sendo armazenados em áreas originalmente reservadas a manobras. Soma-se a isso o empilhamento dos equipamentos estar acima do número ideal.
“Não dá para mensurar o quanto, mas há uma diminuição da capacidade dinâmica”, afirmou Agnes.
O problema se agrava nessa época do ano, quando há um volume extra de importação, por conta das festas de final de ano.
Segundo a executiva, em condições normais um contêiner leva, em média, entre 12 e 14 dias para ser liberado.
Uma das alternativas em negociação é a liberação de pátios atualmente ocupados por mercadorias abandonadas, alternativa em estudo pela Receita Federal.
Na avaliação de especialistas, a crise mundial cria um duplo problema. Primeiro a alta do dólar, impactando nos custos das empresas; o segundo problema é a falta de crédito. “É uma combinação explosiva”, destacou um empresário.
Fonte : Guia maritimo