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Bolsonaro e Abe tratarão de acordo Mercosul-Japão

Bolsonaro e Abe tratarão de acordo Mercosul-Japão

Jair Bolsonaro iniciou em Tóquio uma viagem de 10 dias pela Ásia
/GUSTAVO URIBE/FOLHAPRESS/JC
O acordo comercial entre o Mercosul e Japão deve ser assunto da reunião entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, nesta quarta-feira (23). As chances das negociações efetivamente avançarem, no entanto, são vistas como baixas até o momento.
Na avaliação de integrantes do governo brasileiro, é mais provável que um eventual pronunciamento sobre o início das tratativas fique para a visita de Shinzo Abe ao Brasil, em novembro. O foco, agora, é a cerimônia de coroação do imperador do Japão, Naruhito, que acontece nesta terça-feira (22). Também é considerada a possibilidade do anúncio ser substituído por um estudo oficial sobre um possível acordo nas próximas semanas, em tom mais discreto.
Ao chegar em Tóquio, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que ainda não sabe se será possível iniciar as negociações ou não, mas que o assunto está “adiantado”. “Não sei, não sei. Está adiantado”, avaliou.
Questionado sobre se está interessado em começar as negociações, Bolsonaro respondeu que “é lógico”. “É lógico que estou interessado, a Coreia do Sul também, os Estados Unidos. Está indo bem o Brasil”, declarou a jornalistas.
O momento para o acordo é considerado propício, já que os japoneses encerraram recentemente as tratativas com os Estados Unidos. As conversas com o bloco de países sul-americanos, então, poderiam ganhar espaço. A pauta positiva também viria em boa hora para o governo brasileiro.
Segundo o secretário de Negociações Bilaterais na Ásia, Pacífico e Rússia, embaixador Reinaldo José de Almeida Salgado, um estudo feito no Japão mostra que 97% da pauta exportadora do Japão para o Brasil está coberta no acordo Mercosul-UE.
“Se a gente não correr atrás, esse comércio tenderá a declinar. Por muito tempo, o Japão esteve envolvido no acordo com EUA, com dificuldade para se engajar em novas negociações. Pelo menos do nosso ponto de vista, não sei se da parte deles será o mesmo, agora é chegado o momento do Mercosul entrar na lista”, afirmou Salgado.
Além disso, o Brasil tem interesse em ampliar as relações comerciais com o Japão porque os números das relações bilaterais entre os países seguiram em ritmo decrescente nos últimos anos. No ano passado, o comércio do Brasil com o Japão totalizou cerca 8 bilhões de dólares, metade do que já foi em 2011.
A aposta da diplomacia brasileira é de que um acordo pode ser amadurecido até o final do ano. Em novembro, por exemplo, Shinzo Abe deve visitar o Brasil.
Bolsonaro iniciou nesta segunda-feira (21) uma viagem de mais de 10 dias pelo continente asiático. Além do Japão, ele visitará a China, a Arábia Saudita, os Emirados Árabes e o Catar.
Nos demais países, o foco será melhorar a relação comercial com as nações asiáticas e aumentar o comércio de proteína animal.

Presidente defende abertura à carne brasileira
Avesso a peixe cru e outras refeições típicas japonesas, o presidente Jair Bolsonaro acabou o primeiro dia de viagem à Ásia em uma lanchonete de Tóquio. Em tom de brincadeira, disse que não vai comer carne no país enquanto os japoneses não abrirem seu mercado para suínos e bovinos do Brasil. Na última vez em que esteve no Japão, Bolsonaro foi a uma churrascaria.

O comentário faz parte da ofensiva do governo para abrir e expandir o mercado aos produtos agropecuários. Segundo Bolsonaro, o esforço tem sido feito há alguns meses, sob o comando da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e com apoio dos ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Paulo Guedes (Economia).

Durante passeio pelas ruas de Tóquio nesta segunda-feira (21), o presidente reafirmou que a qualidade da carne brasileira é superior à de outras exportadas para o continente asiático, citando como exemplo a australiana. E voltou a convidar os japoneses a comerem, por sua conta, em churrascarias do Brasil.

A caminho do santuário xintoísta Meiji, Bolsonaro falou sobre a possibilidade de o Brasil exportar também cachaça. O comentário foi feito ao se deparar com um corredor do parque japonês repleto de barris de vinho e de saquê. “Mas se o (ex-presidente) Lula não conseguiu (exportar cachaça)…”, ironizou.

Após a caminhada por Tóquio, Bolsonaro confessou que não é fã da comida japonesa: “Peixe só se for frito”. Aos auxiliares, disse que queria procurar um “podrão” para jantar.

Ministra Tereza Cristina começa agenda de compromissos na China
A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) iniciou nesta segunda-feira (21) agenda de compromissos na China. Esta é a segunda visita da ministra ao país asiático este ano.

Tereza Cristina reuniu-se com o administrador-geral da GACC, ministro Ni Yuefeng. O órgão é responsável pelas questões sanitárias e fitossanitárias na China. Na pauta, a ampliação dos produtos agropecuários brasileiros exportados para a China, maior parceiro comercial do Brasil. As conversas técnicas sobre tema terão continuidade nesta terça-feira (22).

A delegação brasileira teve encontro também com executivos da BBCA Brazil, grupo de tecnologia de fermentação biológica, para debater a ampliação dos investimentos no Brasil.

Durante a viagem, Tereza Cristina irá se reunir com o Ministro da Agricultura e Assuntos Rurais da China, Han Changfu. Na sexta-feira (25), a ministra integra a comitiva do presidente Jair Bolsonaro, que estará no país.

Tereza Cristina participará da abertura do Seminário Empresarial Brasil e China, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e também de uma palestra sobre o agronegócio brasileiro. A ministra retorna ao Brasil no dia 26 de outubro.

Em maio, a ministra esteve na China, quando se encontrou com o representante da GACC. Depois da visita, a China anunciou a habilitação de 25 plantas frigoríficas do Brasil. Com isso, o número de frigoríficos habilitados a vender carnes para os chineses passou de 64 para 89.

A China também habilitou 24 estabelecimentos brasileiros para exportação de produtos lácteos, como leite em pó, queijos e leite condensado. A certificação estava acordada com o país asiático desde 2007, mas não havia nenhuma planta brasileira habilitada a exportar. Os chineses são os maiores importadores mundiais de lácteos.

Acompanham a ministra o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Orlando Leite Ribeiro, e o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, José Guilherme Leal, além de diretores de questões sanitárias e inspeção animal do ministério, adidos agrícolas e representantes da Embaixada do Brasil na China.