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Codesp prepara sua desestatização

Codesp prepara sua desestatização

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária de Santos) está se preparando para seu processo de desestatização. Na empresa, as atenções estão voltadas para a qualidade do serviço e a eficiência, pontos considerados fundamentais quando se trata de atrair a iniciativa privada por meio da geração de valor. A meta é que o processo de privatização seja encerrado ainda nesta gestão, sendo 2021 a previsão de prazo final. E para que essa expectativa seja alcançada, a companhia tem feito sua lição de casa, adotando ações, por exemplo, para a abertura de capital. Isso passa por uma mudança de cultura que envolve enxugar custos e equipe, obter certificações, se aproximar da bolsa, rever práticas de mercado, entre outras ações.

Atualmente, a fase é de contratação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pelo Ministério de Infraestrutura (Minfra), para execução dos estudos, já que a retirada da administração portuária das mãos do estado envolve um trabalho conjunto da própria Codesp com o Governo Federal. No que cabe à Docas, o planejamento tem sido focado interna e externamente, com mudanças administrativas e operacionais. A concessão do canal de navegação e a aprovação da nova versão do Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ, que estabelece como cada área do Porto será explorada) estão entre as prioridades, uma vez que representam incremento na movimentação e impacto em todas as áreas e tipos de cargas do cais santista.

Depois de anos com foco apenas na dragagem do canal, a Codesp tem, agora, uma visão mais ampla e estratégica sobre a obra que busca, querendo aumentar a produtividade e adotando uma maior exigência na exe cução dos serviços. Nesse momento, a Autoridade Portuária aguarda o envio dos estudos sobre como privatizar a gestão da dragagem, que teve o prazo prorrogado. Ao todo, 16 empresas se interessaram em elaborar esse material. Nessa nova fase das obras do canal, o objetivo é habilitar trechos do estuário para o cruzamento de navios Panamax, em alinhamento com o projeto do canal -17 e alargamento da via de navegação.

“O canal é o principal ativo do Porto, onde todas as cargas se encontram. Quando há uma restrição, todos são afetados e repercute na fila no final do dia. Esse serviço é um input para a desestatização, onde de fato gera valor. A profundidade deixa de ser o único parâmetro. Os principais passam a ser quantos movimentos eu faço por ano? Qual o máximo de movimentos que eu consigo fazer anualmente? Olho qualidade do serviço”, disse o presidente da Codesp, Casemiro Tércio Carvalho. Ele é enfático em afirmar que “estamos desestatizando a empresa, mas oferecendo um negócio junto”.

O comentário está intimamente relacionado ao posicionamento da Docas diante dos projetos em andamento. O próprio desenho do PDZ traz uma reorganização considerada exemplar quando se pensa em planejamento e eficiência da gestão portuária. De acordo com Tércio, o caminho traçado é o da clusterização, ou seja, definir áreas específicas para cada tipo de carga. O destaque fica para o corredor de celulose no Macuco, visto como promissor e capaz de retirar milhares de caminhões das vias do Porto e da Cidade por meio da utilização do modal ferroviário. “Customizo grandes áreas com a mesma carga com o benefício de ter planos de contingência para cada trecho do Porto”, explica.

Com contratos de arrendamento de áreas portuárias encerrados nos últimos dois anos e outros que vão terminar até 2022, a janela de oportunidades se encaixa perfeitamente no período estipulado pela Codesp para finalizar o processo de preparo para a desestatização.

Publicação: 25/11/2019

Fonte: Revista Porto & Mar – A Tribuna de Santos

Imagem: G1